Adoçantes
 O que são? Como orientar a escolha?
 Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), adoçantes são produtos especificamente formulados para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, tendo a sacarose (açúcar de cana) como principal exemplo.
Já os adoçantes dietéticos conferem doçura sem possuir sacarose na composição, uma vez que são elaborados para atender às necessidades de pessoas com restrição de carboidratos simples (diabéticos).
Os adoçantes dietéticos são constituÃdos por edulcorantes e agentes de corpo.
Edulcorantes são as substâncias quÃmicas responsáveis pelo sabor adocicado que normalmente possuem um poder adoçante muito superior à sacarose sendo necessário, portanto, uma quantidade menor para obter a mesma doçura, com a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria.
Enquanto que os agentes, também chamados de veÃculos, são compostos utilizados com a finalidade de diluir os edulcorantes dando volume ao produto. Como os edulcorantes adoçam até 600 vezes mais do que o açúcar, se fossem comercializados na forma pura, teriam que ser usados em quantidades muito pequenas para obter a mesma doçura do açúcar. Então, a diluição facilita o seu uso. Alguns exemplos de agentes de corpo permitidos pela legislação são: água, lactose, glicose, maltodextrina, manitol.
Frutose:
Açúcar natural encontrado na maioria das frutas, em alguns vegetais e no mel. Ao ingerir, parte da frutose é transformada em glicose no intestino e é absorvida, e o restante é metabolizado no fÃgado e fornece glicose, sendo necessária a insulina para esse processo. Suas calorias se equivalem à s da sacarose, porém, possui um poder adoçante maior, sendo utilizada, portanto em menor quantidade. Existe no mercado a frutose em pó, mas este, não é indicado aos diabéticos, pois estudos demonstram o aumento da glicemia de jejum após o uso prolongado do produto.
Sorbitol:
É um adoçante encontrado também nas frutas, porém pode ser preparado industrialmente a partir da hidrogenação da glicose. As calorias fornecidas pelo sorbitol são iguais as fornecidas pela sacarose, sendo que seu poder adoçante é menor. Uma parte do sorbitol (aproximadamente 70%) é absorvida pelo intestino, sendo convertido em glicogênio pelo fÃgado. Apresenta-se estável ao calor, e seu consumo deve ser moderado por provocar diarréia. Existe no mercado adicionado a produtos dietéticos.
Xilitol:
Podem ser encontrados em algumas frutas e alguns vegetais ou produzido pela redução da xilose. Fornece a mesma quantidade de calorias que a sacarose e tem o mesmo poder adoçante. Sua absorção ocorre lentamente no intestino e também é muito utilizado na fabricação de produtos dietéticos.
Aspartame:
É um adoçante produzido a partir de dois aminoácidos: Fenilalanina e ácido aspártico e apresenta um poder adoçante muito superior ao da sacarose, 180 vezes mais, sendo utilizado em pequena quantidade nas preparações. Não pode ser ingerido por portadores de fenilcetonúria. É permitido para diabéticos.
O aspartame não apresenta estabilidade quando aquecido, portanto é contra-indicado pra preparações que sofrem processo de aquecimento.
Seu valor calórico é igual ao da sacarose, 4 Kcal/g, mas devido ao seu alto poder adoçante, a quantidade utilizada é mÃnima e suas calorias fornecidas tornam-se insignificantes. Possui sabor residual um pouco intenso.
Stevionato:
É encontrado a partir da Stévia. Seu poder adoçante é 300 vezes maior que a sacarose. 1 grama fornece 4 calorias, mas devido a utilização ser em pequenas quantidades, as calorias fornecidas no consumo, também são insignificantes. Permitido para diabéticos. Possui sabor residual um pouco amargo.
Sucralose:
Molécula modificada de sacarose. Apresenta poder adoçante 600 vezes mais que a sacarose. É o mais parecido com o açúcar comum,
não deixa sabor residual. É permitido a diabéticos e não fornece calorias. Pode ser levado ao fogo.
Sacarina:
É um composto orgânico derivado do petróleo e, devido a seu teor de sódio, seu consumo deve ser evitado em pacientes hipertensos.
Apresenta poder adoçante 300 vezes mais que a sacarose e seu principal inconveniente é apresentar sabor residual (deixa resÃduo na boca). É excretado pelo rim sem sofrer metabolização, portanto não fornece calorias ao organismo. É estável ao calor e encontrado em uma grande quantidade de produtos dietéticos disponÃveis no mercado.
Ciclamato de sódio:
Também é composto orgânico derivado do Petróleo. Tem poder adoçante 30 vezes maior que a sacarose. Se ingerido, uma parte é excretada pelos rins e o restante pelo intestino. Também não fornece calorias ao organismo nem apresenta sabor residual. O cuidado é que esse adoçante é muito encontrado juntamente com a sacarina nos produtos dietéticos. É permitido para diabéticos, mas seu uso deve ser moderado pelos hipertensos por conter sódio.
Acesulfame K:
Composto derivado do potássio, com poder adoçante intenso, 180 vezes mais em relação ao açúcar, o que permite uma utilização em quantidades pequenas. Também não sofre metabolização, portanto não fornece calorias. É estável ao calor e muito utilizado em preparações que vão sofrer aquecimento. Apresenta sabor residual um pouco amarfo e é permitido para diabéticos.
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