Parâmetros de controle e avaliação
Você sabe a importância da rotina de exames para um esportista? Sabe quais exames solicitar e como interpretá-los?
Muitos acreditam que por se tratarem de atletas ou praticantes de atividades fÃsicas, não há necessidade de um acompanhamento, através de exames clÃnicos e laboratoriais, para doenças como a hipertensão e o Diabetes.
Fatores genético e histórico familiar, raça ou idade podem influenciar no aparecimento de certas doenças, mesmo que o indivÃduo seja adepto ao esporte.
Alguns parâmetros devem ser avaliados como rotina, na conduta nutricional adotada pelo nutricionista, tais como:
Pressão SanguÃnea – A hipertensão não apresenta sintomas iniciais, portanto, quanto mais cedo diagnosticado o problema, menores serão os danos causados aos vasos e menores serão as chances de infarto e derrame. Uma boa anamnese e a inclusão da aferição nos acompanhamentos darão maior segurança ao profissional e ao esportista.
A prática de exercÃcios, como a corrida, mantém a pressão sanguÃnea controlada, pois promovem a dilatação dos vasos e permitem que o sangue circule mais livremente. Mesmo assim, Mark Harrast, médico do esporte, da Universidade de Washington e diretor médico da maratona de Seattle (EUA), alerta para a possibilidade de aparecimento da hipertensão.
Colesterol – O colesterol faz parte das membranas celulares, estando, portanto, presentes no organismo de todos, independentemente da prática ou não de atividade fÃsica. Mas como sabemos, é desejável que encontremos uma relação de equilÃbrio entre as taxas de HDL e LDL.
Aumentar o HDL Colesterol é tão benéfico quanto diminuirmos as taxas de LDL colesterol. E mesmo que a atividade fÃsica contribua a favor do aumento de HDL, dependendo dos hábitos alimentares, e condições fisiológicas, como no caso da menopausa para mulheres, essa ajuda poderá não ser suficiente.
Adote uma rotina de avaliação. O exame LIPIDOGRAMA deve ser avaliado para acompanhamento dos nÃveis de colesterol e TriglicerÃdeos.
Glicemia – Há evidências sobre o efeito benéfico do exercÃcio no diabetes mellitus do tipo 2. Tais como: Melhora o controle Glicêmico, reduzindo a hemoglobina glicada, independentemente da redução do peso corporal; redução do risco cardiovascular; ação benéfica sobre o programa de redução de peso corporal. Por isso, a rotina de avaliação da Glicemia deve ser adotada, principalmente em indivÃduos com histórico familiar de diabetes, ou que tenha apresentado sinais de hiperglicemia e diabetes tipo 2.
ExercÃcios regulares podem prevenir o aparecimento de DM2 em indivÃduos de risco elevado.
Hormônio Tireoideoestimulante – O funcionamento da glândula tireoide tem influência direta sobre a execução de certos exercÃcios. Isso ocorre porque o hormônio produzido pela Tireóide regula a quantidade de energia que chega à s células, incluindo células musculares.
E como a genética é a causa mais provável do desequilÃbrio hormonal, o acompanhamento hormonal deve ser orientado.
Ferritina Sérica – Importante sob o ponto de vista metabólico, o ferro é o principal ingrediente na produção de hemoglobina, que por sua vez, é a responsável pelo transporte de oxigênio até as células musculares. Nem sempre a fadiga muscular estará relacionada à deficiência de ferro, podendo ocorrer por fatores como infecções ou até mesmo o excesso de treino, mas uma vez instalada a deficiência de ferro pode levar à complicações, inclusive cardiovasculares, devendo portanto, ser averiguada, caso haja sintomas ou em indivÃduos com baixa oferta na alimentação.
 Referências:
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD – 2009.
Endocardio Metabologia na Prática ClÃnica – 2011.
